{"id":346,"date":"2024-05-14T18:47:33","date_gmt":"2024-05-14T18:47:33","guid":{"rendered":"https:\/\/aracati.net\/v3\/?p=346"},"modified":"2024-05-14T18:47:33","modified_gmt":"2024-05-14T18:47:33","slug":"joao-facundo-de-castro-menezes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aracati.net\/v3\/joao-facundo-de-castro-menezes\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o Facundo de Castro Menezes"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jo\u00e3o Facundo de Castro Menezes \u2014 Foi a influ\u00eancia pol\u00edtica mais leg\u00edtima e real, que teve a Prov\u00edncia do Cear\u00e1.<br>Nasceu em Aracati a 12 de Julho de 1787, sendo seus pais o Capit\u00e3o-mor Jos\u00e9 de Castro Silva 2\u00ba, nascido em Aracati a 22 de junho de 1749 e falecido a 27 de janeiro de 1807, e D\u00aa Joana Maria Bezerra, filha do Pernambucano Coronel Francisco Barbosa Bezerra de Menezes, nascida a 29 de maio de 1751 e falecida a 30 de maio de 1818.<br>Neto pelo lado paterno de Jos\u00e9 de Castro Silva 1\u00ba, nascido a 20 de setembro de 1709, natural da ilha de S. Miguel, e de D\u00aa Ana Clara da Silva, natural de Itamarac\u00e1, (casados a 27 de maio de 1748 na fazenda do Arar\u00e9, Passagem de Pedras, pelo Pe. Gon\u00e7alo Ferreira de Mello, sendo uma das testemunhas o Capit\u00e3o-mor Jos\u00e9 Pimenta de Aguiar), e pelo materno do Coronel Francisco Barbosa Bezerra de Menezes e D\u00aa Helena Nunes Barbosa, natural de S. Bernardo das Russas; bisneto pelo lado paterno de Manoel Dias da Ponte, nascido a 10 de agosto de 1679 e casado a 22 de abril de 1722 com D\u00aa Maria Lopes, naturais um e outro da ilha de S. Miguel, freguesia do Ap\u00f3stolo S. Pedro da Ribeira Seca, e de Ant\u00f4nio da Cruz Silva, natural da freguesia do Esp\u00edrito Santo em Lisboa e de D\u00aa Tereza Maria Jos\u00e9, natural de Itamarac\u00e1 (o assentamento do casamento diz de Russas); e bisneto pelo lado materno do Sargento-mor Jo\u00e3o de Souza Pereira, nascido a 14 de Outubro de 1714 e de sua mulher D\u00aa Joanna Bezerra de Menezes e do Coronel Ant\u00f4nio Nunes Ferreira e D\u00aa Catarina Barbosa; terceiro neto de Manoel Dias da Ponte e de sua mulher D\u00aa Vit\u00f3ria da Ponte, nascida a 26 de novembro de 1651 e de Ant\u00f4nio Lopes e de sua mulher D\u00aa Maria Dias; quarto neto de Francisco Dias da Ponte e de sua mulher D\u00aa Ana Fernandes, naturais um e outro da freguesia do Senhor Bom Jesus, do Rabo do Peixe, e de Miguel da Rocha, nascido a 10 de outubro de 1618 e casado a 29 de janeiro de 1640 com D\u00aa B\u00e1rbara Rodrigues, nascida a 12 de julho de 1609, naturais um e outro da freguesia do Ap\u00f3stolo S. Pedro da Vila de Ribeira Grande; quinto neto de Manoel da Rocha, casado a 3 de dezembro de 1613 com D\u00aa Ana da Ponte e de Manoel de Farias e D\u00aa Maria Luiza Farias; sexto neto de Domingos da Rocha e de sua mulher D\u00aa Maria Jacome, naturais da Vila Franca do Campo, e de Pedro Reis da Ponte e de sua mulher D\u00aa Ana Gon\u00e7alves da Ponte.<br>Esses apontamentos me foram fornecidos em janeiro de 1884 pelo Revmo. Jacinto Pereira de Medeiros, d\u00edgno Vig\u00e1rio da freguesia da Ribeira Seca, Vila da Ribeira Grande.<br>O Capit\u00e3o-mor Jos\u00e9 de Castro Silva 2\u00ba teve do seu casamento, celebrado a 22 de agosto de 1768 com D\u00aa Joana Maria Bezerra, al\u00e9m de Jo\u00e3o Facundo dez filhos, sendo cinco homens e cinco mulheres.<br>Os primeiros anos de Jo\u00e3o Facundo, ocupados na vida do com\u00e9rcio em Aracati e depois em Fortaleza, para onde mudou-se em 1818, nada oferecem de not\u00e1vel, mas acontecendo envolver-se por muitos lustros nas lutas travadas na prov\u00edncia por motivo de partido e de nacionalidade, sua passagem por elas deixou vest\u00edgios inapagaveis.<br>Quando de Pernambuco se estenderam ao Cear\u00e1 as ideias da Confedera\u00e7\u00e3o do Equador e a nova comarca do Crato hasteou em outubro de 1822 o estandarte da revolta, &nbsp;foi Facundo metido em arbitr\u00e1ria e desp\u00f3tica pris\u00e3o e deportado para uma fortaleza no Rio donde o fez sair um honroso mandado Imperial.<br>Esses vexames, de que tamb\u00e9m partilhou seu primo e conterr\u00e2neo Capit\u00e3o-mor Barbosa, eram consequ\u00eancia l\u00f3gica das ideias que comungavam em mat\u00e9ria de pol\u00edtica, a fam\u00edlia Castro opondo-se ao reconhecimento do governo de que se constitu\u00edram chefes Trist\u00e3o Gon\u00e7alves d&#8217;Alencar Araripe, Jos\u00e9 Pereira Filgueiras e Pe. Gon\u00e7alo Ignacio d\u2019Albuquerque Moror\u00f3.<br>Em data de 14 de abril de 1824, Barbosa assinou com seus companheiros do Senado da c\u00e2mara, Marcelino de Brito, Manoel Jos\u00e9 Martins Ribeiro J\u00fanior, In\u00e1cio Ferreira Gomes e Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Machado um protesto contra os manejos de Trist\u00e3o e conjurou-o a que se demitisse do posto, que ilegitimamente assumira e concluiu lan\u00e7ando-lhe sobre os ombros a responsabilidade de toda e qualquer desgra\u00e7a, que em Fortaleza acontecesse por motivo de n\u00e3o aquiesc\u00eancia ao convite do Senado.<br>Em resposta a esse of\u00edcio, a Municipalidade recebeu obstinada e formal recusa assinada por Francisco Pinheiro Landim, Jos\u00e9 Pereira Filgueiras, Trist\u00e3o Gon\u00e7alves d&#8217;Alencar Araripe e Miguel Ant\u00f4nio da Rocha Lima (secret\u00e1rio), recusa cuja minuta fora feita pelo Pe. Moror\u00f3.<br>Convencidos os Castros e seus amigos que os revoltosos n\u00e3o cederiam de seu prop\u00f3sito, nem reconheceriam o Tenente-coronel Pedro Jos\u00e9 da Costa Barros, presidente nomeado pelo Governo Central desde 25 de novembro de 1823, e que ent\u00e3o j\u00e1 estava no porto promto a desembarcar da corveta \u201cGentil Americana\u201d, reuniu-se de novo o Senado da C\u00e2mara a cuja sess\u00e3o compareceu o comandante do batalh\u00e3o de 1\u00aa linha Sargento-mor Jos\u00e9 Narciso Xavier Torres e passou a instituir um governo provis\u00f3rio, cuja Presid\u00eancia foi assumida pelo 2\u00ba vereador, pois o 1\u00ba, Joaquim Antunes de Oliveira, temendo comprometer-se, dera parte de doente.<br>Estando as coisas assim, Trist\u00e3o, Landim e seus amigos retiraram-se apressadamente, mesmo sem cavalgaduras, para a vila de Arronches onde estabeleceram quartel general e donde peijaram a cidade de Fortaleza de suas proclama\u00e7\u00f5es e de tais meios se serviram, n\u00e3o sendo o de menor import\u00e2ncia a divulga\u00e7\u00e3o da not\u00edcia de ter sido Filgueiras elevado ao posto de brigadeiro e feito Governador das Armas, que conseguiram a suspens\u00e3o de Facundo do comando do Batalh\u00e3o dos Nobres e a pris\u00e3o de Barbosa.<br>Isto se passava no dia 15, quinta-feira santa, e nesse mesmo dia tinha lugar o desembarque de Costa Barros. Chegada no dia seguinte a nova do bloqueio do Recife e da cr\u00edtica posi\u00e7\u00e3o de Paes de Andrade, Trist\u00e3o apressou-se em convidar Costa Barros a assumir a presid\u00eancia da Prov\u00edncia, o que se realisou a 17 com satisfa\u00e7\u00e3o de todos os cearenses, que viram restitu\u00eddos \u00e0s suas fam\u00edlias Facundo, Barbosa e companheiros.<br>N\u00e3o tinha, por\u00e9m, ainda soado a hora do exterm\u00ednio completo da Rep\u00fablica do Equador no Cear\u00e1; rios de l\u00e1grimas deviam ainda derramar-se e sangue precioso tingir o solo da p\u00e1tria, pois com a chegada de Pernambuco a 21 dos emiss\u00e1rios Diogo Gomes Parente e Francisco Alves Pontes, que vinham trazer palavras de anima\u00e7\u00e3o e assegurar a esperan\u00e7a de decisiva vit\u00f3ria, seguiu Filgueiras a 23 para o Aquir\u00e1s, donde voltou a Messejana e desta \u00faltima Vila (25 de abril) expediu ordem a Luiz Rodrigues Chaves, j\u00e1 ent\u00e3o feito comandante do batalh\u00e3o da capital, para que prendesse e remetesse para bordo da fragata inglesa \u201cJubile\u201d Jo\u00e3o Facundo, Joaquim Barbosa, Marcelino de Brito, Manoel Martins, Jos\u00e9 Narciso Xavier Torres, Manoel Ant\u00f4nio Diniz, Francisco Xavier Torres, Jo\u00e3o da Silva Pedreira, Sargento-m\u00f3r Jer\u00f4nimo Delgado Esteves e o Tenente Jos\u00e9 de Abreu.<br>Postos na impossibilidade de lutar os inimigos mais salientes dos planos de Trist\u00e3o, Filgueiras oficiou ao Presidente Costa Barros para demitir-se do lugar que ocupava e deu-lhe por substituto Trist\u00e3o Gon\u00e7alves que entrou em exerc\u00edcio a 29.<br>No Rio de Janeiro, para onde foram desterrados sem forma alguma de processo, Jo\u00e3o Facundo e Joaquim Barbosa publicaram a 20 de julho de 1824 um manifesto-protesto, em que vem narradas com minuciosidade essas lutas de partido, e voltaram pouco depois para a prov\u00edncia, que tanto carecia de seus desinteressados servi\u00e7os e avisados conselhos.<br>O manifesto foi impresso na tipographia de Plancher, impressor de S. M. Imperial, rua do Ouvidor n\u00ba 203, 1824.<br>Abundando nas mesmas ideias do manifesto os dois cearenses dirigiram ao Imperador uma representa\u00e7\u00e3o, em que narravam os sucessos ocorridos, sendo suas asser\u00e7\u00f5es apoiadas por valiosas certid\u00f5es da Secretaria do Governo, extra\u00eddas por Manoel do Nascimento Castro e Silva.<br>At\u00e9 aqui temos visto em Facundo o amigo dedicado \u00e0s institui\u00e7\u00f5es mon\u00e1rquicas.<br>Mais adiante vamos encontr\u00e1-lo ao lado do presidente Belfort lutando com o governador das armas da prov\u00edncia, Conrado de Niemeyer, o condecorado com a Ordem do Cruzeiro por pedir o aniquilamento da carta constitucional, e mais tarde ainda partilhando as ideias para cuja vit\u00f3ria Manoel do Nascimento e Vicente de Castro tanto concorreram com Evaristo e Vergueiro, Odorico Mendes e Limpo de Abreu, e cujo desfecho chamou-se o 7 de abril de 1831.<br>A 25 de novembro de 1837 com a retirada do Senador Martiniano de Alencar para o Rio, Facundo assumiu as r\u00e9deas do governo e administrou a prov\u00edncia at\u00e9 a ascen\u00e7\u00e3o dos conservadores.<br>Era a 2\u00aa vez que tomava sobre os ombros esse pesado e honroso encargo, pois substituir\u00e1 na qualidade de 2\u00ba vice-presidente a seu mano, Capit\u00e3o-mor Jos\u00e9 de Castro, a 7 de outubro de 1831.<br>Havendo-se retirado do poder o Pe. Diogo Ant\u00f4nio Feij\u00f3 e com ele o partido liberal, Manoel do Nascimento, Vicente de Castro e mais amigos no Rio escreveram a Facundo para que apoiasse com seu prestigio a candidatura do Regente interino Pedro de Ara\u00fajo Lima, depois Marquez de Olinda, e tanto mais instantes se faziam essas recomenda\u00e7\u00f5es, quando surgiam preten\u00e7\u00f5es por parte de Holanda Cavalcanti e n\u00e3o havia candidato liberal aquele posto.<br>Governava ent\u00e3o a prov\u00edncia, como delegado dos homens do 19 de setembro de 1837, Manoel Felizardo de Souza e Mello, cuja posse teve lugar a 16 de dezembro, mas apesar de advers\u00e1rio n\u00e3o recusava satisfazer \u00e0s exig\u00eancias do chefe liberal, cujos amigos continuavam a ocupar a maior parte das posi\u00e7\u00f5es oficiais.<br>Alencar, por\u00e9m, que n\u00e3o era o chefe real do partido na prov\u00edncia, mas era aquele que mais sobresa\u00eda pela posi\u00e7\u00e3o de Senador, n\u00e3o desejando concorrer para a grandeza de quem lavrara-lhe a demiss\u00e3o de Presidente ao verificar-se a queda do 1\u00ba Regente, conseguiu vencer a repugn\u00e2ncia de Facundo em prol de uma candidatura qualquer que n\u00e3o fosse a do Regente interino e faz\u00ea-lo abra\u00e7ar a do General Lima e Silva.<br>Era natural que Manoel Felizardo rompesse em luta desabrida contra aqueles que no come\u00e7o de sua administra\u00e7\u00e3o mostraram-se quase propensos a abra\u00e7ar a candidatura do regente; mas o que causa surpreza \u00e9 que o pol\u00edtico por amor de quem e por cuja causa a palavra de Manoel do Nascimento e Vicente de Castro ficara mal vista dos homens do poder continuasse a privar com o Presidente e obter dele todas as concess\u00f5es, emquanto os liberais estavam sob o guante de ferro da persegui\u00e7\u00e3o a mais violenta, quando os atos da administra\u00e7\u00e3o conservadora mereciam por toda parte s\u00e9rios reparos e at\u00e9 mesmo no recinto do Senado, onde, todavia, nunca se fez ouvir a esse respeito a voz do representante Cearense.<br>Contra o proceder desse Presidente, que levou seu esp\u00edrito partid\u00e1rio ao ponto de conservar-se na administra\u00e7\u00e3o da prov\u00edncia oito dias depois da chegada de seu leg\u00edtimo sucessor, foi que Facundo, ent\u00e3o Presidente da Assembleia, endere\u00e7ou em data de 12 de fevereiro de 1839 a conhecida mensagem, tamb\u00e9m subscrita pelos companheiros de representa\u00e7\u00e3o residentes na capital, Capit\u00e3o-mor Joaquim Jos\u00e9 Barbosa, Dr. Jos\u00e9 Louren\u00e7o de Castro e Silva, Desembargador Jo\u00e3o Paulo de Miranda, Jos\u00e9 Raimundo Pessoa, Jo\u00e3o Franklim de Lima, \u00c2ngelo Jos\u00e9 da Expecta\u00e7\u00e3o Mendon\u00e7a e Jos\u00e9 Joaquim da Silva Braga.<br>A Manoel Felizardo, que pedira demiss\u00e3o e fora removido para o Maranh\u00e3o, sucedeu o Dr. Jo\u00e3o Ant\u00f4nio de Miranda, que desembarcou, a 8 e assumiu as r\u00e9deas do governo a 15 de fFevereiro de 1839.<br>Sua presid\u00eancia assinalou-se t\u00e3o somente pelo adiamento da Assembleia faltando apenas 12 dias para findar a sess\u00e3o, e pela continua\u00e7\u00e3o da guerra feita aos pol\u00edticos da parcialidade adversa, sendo uma nova face de persegui\u00e7\u00e3o por ele posta em pr\u00e1tica o amorda\u00e7amento da imprensa, que lhe era desafeta.<br>Exonerado o Dr. Jo\u00e3o de Miranda, o governo imperial deu-lhe substituto na pessoa do Bel. Francisco de Souza Martins.<br>Pode dizer-se que a vida administrativa dessa autoridade entre n\u00f3s quase limitou-se a lutas de elei\u00e7\u00e3o, em que soube sempre sofismar a vontade do eleitorado da prov\u00edncia nos diversos pleitos por que ele teve de passar, mormente no que deu uma cadeira no Senado a Miguel Calmon du Pin e Almeida.<br>A exonera\u00e7\u00e3o, dada a Souza Martins e dada de modo acintoso, por quanto lhe era ordenado passasse imediatamente as r\u00e9deas do governo ao 1\u00ba vice-presidente, foi consequ\u00eancia obrigada do grande ato da Maioridade, realisado \u00e0 23 de julho e t\u00e3o saudado do norte a sul do imp\u00e9rio.<br>Coube, portanto, a Jo\u00e3o Facundo a honra de ser o primeiro a governar o Cear\u00e1 depois que D. Pedro II foi declarado maior.<br>Era mui justo. Nenhum cearense trabalhara mais do que ele para esse resultado. Se em casa de Alencar reuniam-se clubes como ao Regente declarou em 1837 o presidente Souza Martins, os passos de Facundo eram vigiados e at\u00e9 suas cartas interceptadas como as de perigoso e autorisado advers\u00e1rio.<br>Em correspond\u00eancia travada com seu tio o bar\u00e3o de Parnaiba, dizia Souza Martins:<br>\u201cAcresce ter sido a dias surpreendida outra carta de Jo\u00e3o Facundo de Castro Menezes, Inspetor d&#8217;Alf\u00e2ndega desta cidade e irm\u00e3o do deputado Manoel do Nascimento, a qual depois de declarar o seu grande descontentamento da minha administra\u00e7\u00e3o e do governo do regente, encerrava um bilhete escrito em cifras para n\u00e3o ser entendido e por ele parece coligir se a exist\u00eancia de uma sociedade, que tem por fim proclamar a Maioridade S. M. o Imperador.<br>\u201cA vista disto compreender\u00e1 V. Exma. se \u00e9 delicada e assustadora a minha posi\u00e7\u00e3o sem for\u00e7as nem armas na prov\u00edncia. Eu tenho tudo participado para a Corte e algumas provid\u00eancias espero, mas vir\u00e3o elas?<br>Pode-las-a o governo dar? Conservo em segredo os meus sustos e receios\u201d.<br>Havendo tomado posse a 9, Facundo expediu a 11 uma portaria adiando a Assembleia por assim convir ao bem da prov\u00edncia, substituiu por amigos a alguns oficiais da Guarda Nacional, que al\u00e9m de outros motivos ofereciam o de n\u00e3o ter t\u00edtulos legalizados e tratou de restabelecer em seus empregos e lugares a liberais de respeit\u00e1veis servi\u00e7os ao pa\u00eds e aos quais a intoler\u00e2ncia das tr\u00eas passadas administra\u00e7\u00f5es havia perseguido.<br>Compreende-se bem que esses atos de Facundo, filhos inteiramente das circiunst\u00e2ncias em que a pol\u00edtica o colocava, deviam trazer a explos\u00e3o das iras de seus advers\u00e1rios, que chegavam a a\u00e7ular belicosamente os \u00e2nimos dos cidad\u00e3os pac\u00edficos e em clubes e reuni\u00f5es cotidianas buscavam implantar nas massas o g\u00e9rmen da desobedi\u00eancia ao Minist\u00e9rio da Maioridade e ao seu delegado na prov\u00edncia.<br>\u00c9 publico e not\u00f3rio, e o demonstra por demais o of\u00edcio da c\u00e2mara municipal de Baturit\u00e9 em sess\u00e3o extraordin\u00e1ria de 2 de outubro de 1840, que Souza Martins em viagem para sua comarca animava em todos os pontos da prov\u00edncia, por onde ia passando, o espirito de rebeli\u00e3o \u00e0 nova ordem de coisas; n\u00e3o admira, portanto, que o governo provincial lan\u00e7asse m\u00e3o de meios de coer\u00e7\u00e3o e tratasse de se cercar de empregados e auxiliares de sua plena confian\u00e7a.<br>Subia ao poder o partido liberal e os seus amigos tinham sido cuidadosamente exclu\u00eddos dos empregos, que ocupavam, por Manoel Felizardo, que lavrou 156 demiss\u00f5es, e por seus dois sucessores, n\u00e3o admira que Facundo quizesse administrar a prov\u00edncia sem o concurso dos que n\u00e3o lhe mereciam confian\u00e7a e antes opunham s\u00e9rios trope\u00e7os \u00e0 sua administra\u00e7\u00e3o.<br>A 20 de outubro de 1840 assumiu a presid\u00eancia do Cear\u00e1 o Senador Jos\u00e9 Martiniano de Alencar, nomeado por Carta Imperial de 10 de setembro.<br>Como era natural, os atos de seu sucessor mereceram-lhe inteira aprova\u00e7\u00e3o, e os conservadores, longe de se acalmar, foram de dia em dia mais se exaltando, e afinal conclu\u00edram por fazer manifesta\u00e7\u00f5es hostis ao ilustre delegado do minist\u00e9rio da Maioridade.<br>A 2\u00aa administra\u00e7\u00e3o do novo presidente, pode-se quase dizer, foi ocupada em sufocar revoltas promovidas pela parcialidade, que abandonara o poder com a eleva\u00e7\u00e3o de D. Pedro II, e encontrara em Alencar e Facundo valente paradeiro \u00e0 sua influ\u00eancia.<br>Ic\u00f3, Aracati, S. Bernardo e Sobral sobretudo foram os focos dessas loucas sedi\u00e7\u00f5es, que os atos dos dois liberais tinham provocado e as quais emprestavam o concurso de decidido apoio alguns vultos como o Major Francisco Xavier Torres, Dr. Miguel Vieira e outros.<br>Subindo a 23 de mar\u00e7o de 1841 o Gabinete Vilela Barbosa, Alencar foi exonerado, passando a Facundo a 6 de abril a administra\u00e7\u00e3o.<br>Foi a \u00faltima vez, que nesse cargo o pol\u00edtico liberal prestou \u00e0 p\u00e1tria servi\u00e7os eminentes.<br>Bala assassina desfechada \u00e0s 7 1\/2 horas da noite de 8 de dezembro libertou os conservadores de poderoso advers\u00e1rio e roubou aos liberais seu chefe prestimoso.<br>Era ent\u00e3o presidente da Prov\u00edncia o brigadeiro Jos\u00e9 Joaquim Coelho, depois Bar\u00e3o da Vit\u00f3ria, juiz de direito e chefe de policia da comarca da capital o Bacharel Miguel Fernandes Vieira e comandante da pol\u00edcia Franklim do Amaral.<br>Procederam ao corpo de delito e exame cadav\u00e9rico com assist\u00eancia do juiz de paz Capit\u00e3o-mor Barbosa e do escriv\u00e3o Ant\u00f4nio Lopes Benevides o Cirurgi\u00e3o-mor da prov\u00edncia Joaquim da Silva Santiago e o Cirurgi\u00e3o Francisco Jos\u00e9 de Mattos.<br>\u00c9 este o auto de corpo de delito, a que mandou proceder o Juiz de paz do primeiro ano, Capit\u00e3o-mor Joaquim Jos\u00e9 Barbosa:<br>\u201cAno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1841, aos nove dias do m\u00eas de dezembro do dito ano nesta cidade da Fortaleza, cabe\u00e7a da Comarca e Prov\u00edncia do Cear\u00e1 Grande, em casa de morada do Major Jo\u00e3o Facundo de Castro e Menezes, onde foi vindo o Juiz de Paz do primeiro ano, Capit\u00e3o-mor Joaquim Jos\u00e9 Barbosa comigo Escriv\u00e3o de seu cargo ao diante nomeado, o Cirurgi\u00e3o-mor da Prov\u00edncia do Cear\u00e1 Grande Joaquim da Silva Santiago e o Cirurgi\u00e3o Francisco Jos\u00e9 de Mattos para efeito de se proceder a exame e corpo de delito no cad\u00e1ver do dito Major Jo\u00e3o Facundo que havia sido assassinado \u00e0 noite antecedente com tr\u00eas tiros e logo pelo dito Juiz de Paz foi deferido aos ditos peritos o juramento dos Santos Evangelhos em um livro deles a um depois de outro, encarregando-lhes que com boa e s\u00e3 consci\u00eancia examinassem o corpo do cad\u00e1ver que estava presente e declarassem quantos ferimentos, n\u00f3duas e contus\u00f5es tinha o dito cad\u00e1ver em seu corpo, suas qualidades e situa\u00e7\u00f5es e se delas provinha a morte. E recebido por ele, dito juramento assim o prometeram cumprir e guardar como lhes era encarregado, e logo na presen\u00e7a do dito Juiz e de mim Escriv\u00e3o passaram os ditos peritos a examinar o corpo do dito cad\u00e1ver e declararam ter este uma ferida longa sobre a parte lateral m\u00e9dia e inferior do cr\u00e2nio do lado direito com fraturas ou grandes destrui\u00e7\u00f5es nos ossos parietal, escamosa do temporal e coronal at\u00e9 a ap\u00f3fise todos do mesmo lado direito com extens\u00e3o de duas polegadas de boca circularmente penetrando a cavidade do cr\u00e2nio em dire\u00e7\u00e3o obl\u00edqua para a base posterior e inferior do ocipital com perdimento e grande destrui\u00e7\u00e3o de c\u00e9rebro e grossos vasos; outro ferimento junto ao condilo esquerdo do ocipital, contendo uma polegada de extens\u00e3o triangularmente sem fratura da sutura comboidia e destrui\u00e7\u00e3o da por\u00e7\u00e3o cerebelar, cujo ferimento \u00faltimo denota ser havido dos corpos superiormente impelidos. Estes ferimentos foram feitos com arma de fogo e pelos estragos notados em entranhas; \u00f3rg\u00e3os e vasos t\u00e3o necess\u00e1rios \u00e0 vida foram absolutamente mortais. E por esta forma houve o dito Juiz este auto de corpo de delito por terminado. Eu Escriv\u00e3o dou minha f\u00e9 por ser todo o conte\u00fado em verdade por ver e presenciar ditos ferimentos da cabe\u00e7a do dito cad\u00e1ver, e de tudo para constar mandou o dito Juiz de Paz fazer este auto em que assinou com os ditos peritos. Eu Ant\u00f4nio Lopes Benevides, Escriv\u00e3o o escrevi.\u2014Joaquim Jos\u00e9 Barbosa, Joaquim da Silva Santiago, Francisco Jos\u00e9 de Mattos\u201d.<br>Possuo ainda a camisa que vestia Facundo ao ser assassinado.<br>Sobre o b\u00e1rbaro crime s\u00e3o dignos de leitura os Discursos, que na presen\u00e7a de S. M. o imperador recitaram a 5 de janeiro de 1842 o Senador Alencar, o deputado Pe. Carlos de Alencar e o Dr. Jos\u00e9 Louren\u00e7o, presidente da C\u00e2mara de Fortaleza. Est\u00e3o publicados no Motorista, do Rio de Janeiro (janeiro de 1842).<br>O illustre cearense, pode-se dizer, suicidara-se: como a C\u00e9sar, n\u00e3o lhe faltaram avisos de que sua vida corria enorm\u00edssimo perigo, risco iminente; como a Pelegrino Rossi chegaram-lhe nefandas trai\u00e7\u00f5es; mas tais eram os sentimentos que em sua alma se aninhavam que nunca se arreceou de ser v\u00edtima do bacamarte assassino por motivo pol\u00edtico, por \u00f3dio partid\u00e1rio.<br>Disto temos prova em carta sua.<br>Um dia, era a festa do Esp\u00edrito Santo, a fam\u00edlia Castro reunia-se no Meireles em casa de Manoel Louren\u00e7o, resid\u00eancia hoje da fam\u00edlia Silva Porto, e Jo\u00e3o Facundo para l\u00e1 se dirige pelo caminho, que fica \u00e0 direita do Pal\u00e1cio Episcopal; os assassinos emboscaram-se neste ponto, mas frustrou-se o plano tenebroso, porque a v\u00edtima voltara por caminho diferente, pela beira-mar; noutra ocasi\u00e3o achava-se ele em casa do seu parente Capit\u00e3o-mor Barbosa, onde foi o Hotel das Quatro Na\u00e7\u00f5es, posteriormente consult\u00f3rio do cirurgi\u00e3o dentista Guilherme Sombra e atualmente \u00e9 a casa Bordallo e Cia. Os assassinos, postados na ent\u00e3o Pra\u00e7a Carolina bem em frente da atual Assembleia, retiram dentre feixes de capim as espingardas carregadas, fazem por vezes pontaria para as janelas do sobrado, que lhes fora designado, mas ainda desta feita frustra-se o assassinato por n\u00e3o ter havido ocasi\u00e3o prop\u00edcia \u00e0 &nbsp; perpetra\u00e7\u00e3o do &nbsp;horrendo crime.<br>A 8, por\u00e9m, do m\u00eas de dezembro tinha execu\u00e7\u00e3o o tenaz e deliberado prop\u00f3sito e em hora infeliz realizavam-se as previs\u00f5es e os temores dos amigos e dos parentes do infeliz cidad\u00e3o.<br>Compreende-se o que acontecia ent\u00e3o nas ruas da cidade, no seio da fam\u00edlias em sobressalto. Por toda parte surgiam gritos de vingan\u00e7a, protestos de energia indescriptivel.<br>A pol\u00edcia, essa n\u00e3o permittia que se fizessem ajuntamentos de mais de tr\u00eas pessoas e trazia \u00e0 vista os membros mais consp\u00edcuos da fam\u00edlia perseguida e seus mais dedicados amigos, e si em altas vozes os homens do governo prometiam pr\u00eamios a quem descobrisse os matadores, cerravam ouvidos aos nomes, que o clamor p\u00fablico apontava e mais tarde protegiam abertamente os mandantes do atroz delito, os que haviam armado o bra\u00e7o inconsciente de Chagas e de Abra\u00e3o pela mesquinha soma de poucos patac\u00f5es.<br>Decorridos tantos anos depois do triste sucesso, se pode hoje dizer sem rebu\u00e7o os nomes dos criminosos. Foram eles: a mulher de Jos\u00e9 Joaquim Coelho mandante, Ant\u00f4nio Abra\u00e3o e Chagas executores, Cel. &nbsp;Agostinho e Joaquim Jacarand\u00e1 intermedi\u00e1rios. Ali\u00e1s a Baronesa da Vit\u00f3ria nos \u00faltimos tempos de sua vida n\u00e3o mais escondia a parte importante, que tomara na trag\u00e9dia.<br>Os mandat\u00e1rios do assass\u00ednio de Facundo, o preto Ant\u00f4nio Manoel Abra\u00e3o, natural de Crate\u00fas, e o cabra Pedro Jos\u00e9 das Chagas, natural de Caxias, Maranh\u00e3o, foram anos depois condenados a gal\u00e9s perp\u00e9tuas pelo juri de Fortaleza; Joaquim Ferreira de Sousa Jacarand\u00e1, o intermedi\u00e1rio entre os assassinos e a mulher de Jos\u00e9 Joaquim Coelho, a mandante do crime, foi julgado tr\u00eas vezes, sendo absolvido na 1\u00aa, condenado a gal\u00e9s perp\u00e9tuas na 2\u00aa e absolvido pelo voto de Minerva na 3\u00aa.<br>Seus restos repousam na Igreja do Ros\u00e1rio, corredor \u00e0 m\u00e3o esquerda, junto ao t\u00famulo de seu primo e amigo, Capit\u00e3o-mor Barbosa, falecido de les\u00e3o card\u00edaca a 23 de outubro de 1847 em sua fazenda Tauape, m\u00e1rtir tamb\u00e9m da infrene persegui\u00e7\u00e3o dos sat\u00e9lites de Coelho; para a\u00ed foram trasladados a 9 de setembro de 1848, depois de pomposas ex\u00e9quias em que tomou parte todo o partido liberal e em que foi orador sagrado o Revmo. Carlos Augusto Peixoto de Alencar.<br>No mesmo dia em v\u00e1rios pontos da prov\u00edncia, e nomeadamente em Sobral, era sufragada a alma da v\u00edtima dos conservadores.<br>A rua mais bela da capital do Cear\u00e1, a antiga rua da Palma, aquela onde se acha situada a casa, que o viu cair ferido mortalmente, honra-se hoje com o nome do Major Facundo. A casa \u00e9 aquela em que tem estabelecimento de ferragens a firma Vi\u00fava Vilar e Filhos.<br>Um ano e cinco meses depois do assassinato, a &nbsp;19 de maio de 1843, voltava para casa pelo bra\u00e7o de Elesb\u00e3o Bittencourt, filho do presidente Silva Bittencourt e acompanhada de todos os seus ju\u00edzes a esposa de Facundo, D\u00aa Flor\u00eancia de Andrade Bezerra a Castro, acusada de conspira\u00e7\u00f5es e metida em monstruoso processo. Os jurados, que por unanimidade absolveram a D\u00aa Flor\u00eancia de Andrade foram Manoel Joaquim de Almeida, Manoel Jos\u00e9 Ladislau, Ant\u00f4nio Pereira Martins, Vicente Ferreira M. Pereira, Vicente da Costa dos Anjos, Valerio Raulino de Souza Uch\u00f4a, Constancio Dias Martins, Joaquim de Macedo Pimentel, Jos\u00e9 Gerv\u00e1sio de Amorim Garcia, Jo\u00e3o Pacheco Ferreira, Luiz V. da Costa Delgado Perdig\u00e3o e Francisco Manoel Gafanhoto.<br>Dois meses e cinco dias antes, \u00e0s 8 horas da manh\u00e3 de 14 de mar\u00e7o de 1843 havia largado do porto da Fortaleza o vapor \u201cS. Sebasti\u00e3o\u201d, comandante J. Maria Falc\u00e3o, levando a seu bordo o brigadeiro Coelho.<br>Facundo foi comandante do batalh\u00e3o dos Nobres de Fortaleza, e condecorado com o h\u00e1bito de Cristo.<br>D\u00aa Flor\u00eancia de Andrade B. e Castro nasceu em Paraiba a 21 de agosto de 1787, casou a 14 de maio de 1814 e faleceu a 11 de setembro de 1865 em Fortaleza.<br>Casara em primeiras n\u00fapcias aos 13 anos com Francisco Jos\u00e9 de Moraes e desse teve: D\u00aa Francisca de Moraes, e D\u00aa Lina Josefa de Vasconcelos, que nasceu a 23 de setembro de 1808 e casou a 23 de setembro de 1823 com Manoel Jos\u00e9 de Vasconcellos, sendo celebrante do ato o Pe. Ant\u00f4nio de Castro e Silva, e testemunhas Ign\u00e1cio Ferreira Gomes, Joaquim Francisco de Paula e sua mulher D\u00aa Bernarda Maria da Concei\u00e7\u00e3o e D\u00aa Maria Ribeiro, mulher do Ajudante Lauriano Ant\u00f4nio Ribeiro.<br>O Major Jo\u00e3o Facundo e D\u00aa Flor\u00eancia de Andrade deixaram a seguinte descend\u00eancia: Ant\u00f4nio Facundo de Castro Menezes, nascido a 18 de novembro de 1816 e falecido no Par\u00e1 a 1 de janeiro de 1878; D\u00aa Maria Joana de Castro Barbosa, nascida a 8 de julho de 1818, casada com seu primo o Major Joaquim Jos\u00e9 Barbosa e falecida a 13 de junho de 1849; D\u00aa C\u00e2ndida Augusta de Castro Menezes, nascida a 15 de janeiro de 1824 e falecida a 3 de junho de 1864; Dr. Ernesto Facundo de Castro Menezes, nascido a 7 de novembro de 1828 e falecido a 13 de novembro de 1859; Camerino Facundo de C. Menezes, nascido a 21 de agosto de 1830 e falecido em 1908 em Bel\u00e9m do Par\u00e1.<br>O Cear\u00e1 Ilustrado n\u00ba 3, ano 1\u00ba deu o retrato e a biografia do Major Facundo. De sua vida trataram largamente Jo\u00e3o Br\u00edgido na Refuta\u00e7\u00e3o \u00e0 biografia de Ant\u00f4nio Rodrigues Ferreira por Paulino Nogueira e Paulino Nogueira no seu substancioso trabalho Presidentes do Cear\u00e1 (Vide Revista do Instituto do Cear\u00e1, vols. 19 e 20).<br>Al\u00e9m do Manifesto acima referido conhe\u00e7o de J. Facundo :<br>\u2014Regulamento da Pol\u00edcia Fiscal do Porto do Cear\u00e1 a cargo da Alf\u00e2ndega, que foi aprovado pelo presidente Alencar a 22 de novembro de 1837 e pelo presidente do Tribunal do Tesouro Nacional a 17 de mar\u00e7o de 1838.<br>Por esse Regulamento, que se comp\u00f5e de 46 artigos, devia haver no Porto do Cear\u00e1 quatro ancoradouros, o de Quarentena, o de Franquia, o de Descarga e o de Carga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: DICION\u00c1RIO BIO-BIBLIOGR\u00c1FICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JO\u00c3O . Dr. Guilherme Studart (Bar\u00e3o de Studart) p. 460-474.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Facundo de Castro Menezes \u2014 Foi a influ\u00eancia pol\u00edtica mais leg\u00edtima e real, que teve a Prov\u00edncia do Cear\u00e1.Nasceu em Aracati a 12 de Julho de 1787, sendo seus pais o Capit\u00e3o-mor Jos\u00e9 de Castro Silva 2\u00ba, nascido em Aracati a 22 de junho de 1749 e falecido a 27 de janeiro de 1807, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":342,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-346","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biografias"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/aracati.net\/v3\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/bio_3.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aracati.net\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aracati.net\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aracati.net\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aracati.net\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aracati.net\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=346"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/aracati.net\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":347,"href":"https:\/\/aracati.net\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346\/revisions\/347"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aracati.net\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/342"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aracati.net\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aracati.net\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aracati.net\/v3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}