{"id":368,"date":"2024-05-14T19:17:54","date_gmt":"2024-05-14T19:17:54","guid":{"rendered":"https:\/\/aracati.net\/v3\/?p=368"},"modified":"2024-05-14T19:17:54","modified_gmt":"2024-05-14T19:17:54","slug":"eduardo-francisco-nogueira-angelim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aracati.net\/v3\/eduardo-francisco-nogueira-angelim\/","title":{"rendered":"Eduardo Francisco Nogueira Angelim"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Eduardo Francisco Nogueira Angelim<\/strong>&nbsp;\u2014 Descendente da antigu\u00edssima fam\u00edlia Nogueira, nasceu no Aracati a 6 de Julho de 1814.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Emigrando para o Par\u00e1 por ocasi\u00e3o da seca de 1825, foi ali figura saliente nos motins de 1835 chegando a ocupar a presid\u00eancia da Prov\u00edncia. Sendo preso, foi deportado para o Rio de Janeiro e da\u00ed mandado para Fernando Noronha onde jazeu por anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Escreveu Mem\u00f3rias hist\u00f3ricas, segundo afirma Gon\u00e7alves Dias, seu grande entusiasta, e que o tinha em conta do Garibaldi Brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Faleceu no Par\u00e1 a 20 de julho de 1882, sendo seu cad\u00e1ver levado para o engenho Madre de Deus e sepultado na respectiva capela junto ao t\u00famulo da esposa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jo\u00e3o Br\u00edgido, que o conheceu pessoalmente, descreve-o como \u201dhomem de estatura que dava na craveira cearense, branco com laivos de caboclo, a tez de jambo tostada do sol, a cabe\u00e7a chata, pesco\u00e7o grosso e curto, cabelos corridos e negros, os p\u00e9s pequenos, o peito largo, a musculatura e pose de um gladiador. Falava com timbre agudo e sonoro, inflex\u00f5es r\u00e1pidas, m\u00edmica nn:i expressiva, os pequenos olhos, cintilando. Movimentava-se, \u00e1gil como um gamo. Falava com corre\u00e7\u00e3o, o vern\u00e1culo do Cear\u00e1, abundando em imagens e cortesias\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Revista do Instituto do Par\u00e1, vol. I n. 1\u00ba, insere em artigo firmado por Bento Aranha a Ata da reuni\u00e3o em que o povo de Tef\u00e9 aclamou presidente legal da Prov\u00edncia ao Chefe dos Cabanos, Eduardo Angelin (19 de maio de 1836) de acordo com seus partid\u00e1rios de Manaus, \u00d3bidos (Pauxis), Iquipiranga e Santar\u00e9m (Tapaj\u00f3s),<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tratando desse cearense escreveu um jornal de Bel\u00e9m : \u201cFaleceu ontem nesta cidade Eduardo Francisco Nogueira Angelim, a figura mais not\u00e1vel da revolu\u00e7\u00e3o de&nbsp; 1835 denominada a cabanagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mo\u00e7o ainda, viera do Cear\u00e1, sua prov\u00edncia natal, e tinha 23 anos apenas, quando os azares da revolta colocaram-no no posto de Comandante do Corpo de pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Governava a anarquia, sob a sanguin\u00e1ria press\u00e3o de Francisco Pedro Vinagre, apossado da administra\u00e7\u00e3o a 31 de fevereiro de 1835 ap\u00f3s o fuzilamento do presidente, tamb\u00e9m rebelde, Felix Ant\u00f4nio Clemente Malcher.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a pris\u00e3o desse homem terr\u00edvel a bordo da fragata Conquista\u201d, e o abandono da cidade pelo presidente Marechal Manoel Jorge Rodrigues a 21 de agosto Angelim empunhou o bast\u00e3o da governan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que foi o seu governo n\u00e3o s\u00e3o os contempor\u00e2neos que o dir\u00e3o\u2014\u00e9 f\u00e1cil de compreender a energia de um rapaz pouco instru\u00eddo, cioso de sua autoridade, lutando contra o desenfreamento das paix\u00f5es dos seus pr\u00f3prios a quem tivera de conter muitas vezes, fazendo-os passar pelas armas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que, por\u00e9m, ningu\u00e9m contestar\u00e1 \u00e9 que Eduardo Angelim, d\u00f3cil a paternal intercess\u00e3o do prelado D. Romualdo de Souza Coelho, protegeu a um grande n\u00famero de infelizes condenados ao roubo \u00e0 morte e \u00e0 desonra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um fato releva n\u00e3o esquecer: Eduardo, ao deixar a cidade a 13 de maio de 1836, quando entrava o General Andr\u00e9a, entregou a aquele prelado todo o dinheiro que achou nos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi um funcion\u00e1rio honrad\u00edssimo. Em um livro in\u00e9dito que deixou denuncia um outro fato, que n\u00e3o o honrar\u00e1 menos\u2014recusou recursos militares do governo Americano para proclamar a independ\u00eancia do Amazonas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Preso posteriormente, esteve dez anos na Ilha de Fernando, onde a inst\u00e2ncias de Thephilo Ottoni foi busca-lo a anistia Imperial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 muitos anos quebrado de for\u00e7as, ralado de desgostos, vivia em seu engenho Madre de Deus onde, foi sua \u00faltima vontade, ordenou que fosse o seu jazigo. Foi o 13\u00ba administrador da prov\u00edncia e faleceu com 68 anos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre Eduardo Angelim leiam-se os Motins Pol\u00edticos do Dr. Rayol.Fonte: DICION\u00c1RIO BIO-BIBLIOGR\u00c1FICO CEARENSE (VOLUME PRIMEIRO) ABEL- JO\u00c3O . Dr. Guilherme Studart (Bar\u00e3o de Studart)&nbsp;p. 229-231.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eduardo Francisco Nogueira Angelim&nbsp;\u2014 Descendente da antigu\u00edssima fam\u00edlia Nogueira, nasceu no Aracati a 6 de Julho de 1814. Emigrando para o Par\u00e1 por ocasi\u00e3o da seca de 1825, foi ali figura saliente nos motins de 1835 chegando a ocupar a presid\u00eancia da Prov\u00edncia. 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