{"id":496,"date":"2024-05-30T13:55:06","date_gmt":"2024-05-30T13:55:06","guid":{"rendered":"https:\/\/aracati.net\/v3\/?p=496"},"modified":"2024-05-30T13:55:06","modified_gmt":"2024-05-30T13:55:06","slug":"poeta-paula-ney","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aracati.net\/v3\/poeta-paula-ney\/","title":{"rendered":"Poeta Paula Ney"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Francisco de Paula Ney, cearense, poeta, bo\u00eamio, jornalista e eloq\u00fcente orador. Nasceu em Aracati no dia 02 de fevereiro de 1858. Filho de Mariano de Melo Nei \u2013 alfaiate \u2013 primeiro Mestre do corte em Fortaleza e D. Carlota Cavalcanti de Sousa Pinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando menino, constituiu-se o tormento de diferentes casas de ensino.<br>Em Fortaleza estudou no Ateneu Cearense, sendo contempor\u00e2neo de Capistrano de Abreu, Rocha Lima, Domingos Ol\u00edmpio, Jo\u00e3o Lopes, Rodolfo Te\u00f3filo e Xilderico de Farias. Em 1873 passou a estudar no Semin\u00e1rio de Fortaleza, atendendo ao desejo de seus pais. Por falta de voca\u00e7\u00e3o e mal comportamento, \u00e9 devolvido aos pais, ingressando ent\u00e3o no Liceu Cearense. Cedo, radicou-se no Rio de Janeiro, come\u00e7ou a estudar na Faculdade Nacional de Medicina. Ap\u00f3s uma desilus\u00e3o amorosa e a reprova\u00e7\u00e3o nos exames, decidiu dar continuidade aos seus estudos na Faculdade de Medicina da Bahia. Desistindo de estudar medicina e, saudoso da boemia carioca, retorna ao Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Escritor e jornalista de grande talento, Paula Ney era bem humorado e modesto: n\u00e3o assinava seus textos.<br>Participou das rodas bo\u00eamias do Rio do s\u00e9culo 19.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nomeado Diretor da Hospedaria dos Emigrantes por Floriano Peixoto, foi destitu\u00eddo por Prudente de Morais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Francisco de Paula Ney, morava no Rio de Janeiro nos idos dos anos 30.<br>Certa vez, sua esposa, preocupada com a aus\u00eancia do marido,<br>foi encontr\u00e1-lo bebendo com amigos em plena sexta-feira santa.<br>Ao ver a mulher, Ney levanta-se e sai tombando.<br>A esposa insiste: &#8211; At\u00e9 na sexta-feira santa, quando morreu<br>Deus! O poeta respondeu:- Quando morre a divindade,<br>a humanidade cambaleia!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da poesia de Paula Ney s\u00e3o conhecidas por volta de seis. O soneto &#8220;A Fortaleza&#8221; segundo os bi\u00f3grafos Raimundo Menezes e Ciro Vieira Cunha, foi reproduzido em v\u00e1rias antologias, resistindo ao tempo. Ele retrata seu grande amor pela terra natal. Fortaleza \u00e9 conhecida como &#8220;A loira desposada do sol&#8221; por todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fortaleza<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longe, em brancas praias embalada<br>Pelas ondas azuis dos verdes mares,<br>A Fortaleza, a loira desposada<br>Do sol, dormita \u00e0 sombra dos palmares.<br>Loura de sol e branca de luares,<br>Como uma h\u00f3stia de luz cristalizada,<br>Entre verbenas e jardins pousada<br>Na brancura de m\u00edsticos altares.<br>L\u00e1 canta em cada ramo um passarinho,<br>H\u00e1 pipilos de amor em cada ninho,<br>Na solid\u00e3o dos verdes matagais\u2026<br>\u00c9 minha terra! a terra de Iracema,<br>O decantado e espl\u00eandido poema<br>De alegria e beleza universais!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros, que tamb\u00e9m tiveram desregrado viver, n\u00e3o sucumbiram sem que nos deixassem em obras imperec\u00edveis o tra\u00e7o marcante e indel\u00e9veI de suas mentalidades. Paula Ney, por\u00e9m, \u00e9 \u00fanico. Tendo podido legar-nos uma obra imorredoura, n\u00e3o o fez e passou pela vida numa despreocupa\u00e7\u00e3o de cigarra imprevidente, ou p\u00e1ssaro canoro que n\u00e3o d\u00e1 apre\u00e7o aos gongeios que modula. Apesar dos seus estonteamentos, Paula Ney era senhor duma sensibilidade de rara delicadeza moral. Coelho Neto, no livro &#8220;Fogo F\u00e1tuo&#8221; reconhece-lhe a beleza da alma: \u201cUma crian\u00e7a dobrava-o, a dor de um animal comovia-o at\u00e9 \u00e0s l\u00e1grimas, uma planta machucada ao sol inspirava-lhe piedade\u201d. O banqueiro e o Oper\u00e1rio, a matrona e a &#8220;cocote&#8221;, o fidalgo e o mendigo, tratavam-no com a mesma familiaridade &#8211; era o Ney, o alegre Ney, que fazia rir, mas tamb\u00e9m o Ney que enxugava l\u00e1grimas, que levava criancinhas doentes aos consult\u00f3rios dos m\u00e9dicos, que visitava os enfermos em verdadeiras tocas de mis\u00e9ria, que defendia os animais com um carinho piedoso &#8211; abelha dourada que distribu\u00eda o mel e as ferroadas, com a mesma liberalidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Paula Ney Bo\u00eamio<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Paula Ney foi uma figura marcante no Rio de Janeiro, fazendo parte de uma brilhante gera\u00e7\u00e3o de literatos. Em sua \u00e9poca, os caf\u00e9s e as confeitarias eram os lugares de encontro dos intelectuais. O grupo frequentava a Confeitaria Pascoal, na Rua do Ouvidor e, posteriormente, migraram para a Confeitaria Colombo, com sua funda\u00e7\u00e3o, na Gon\u00e7alves Dias em 1894.<br>Seus companheiros de boemia eram: Olavo Bilac, Coelho Neto, Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, Pardal Mallet, Lu\u00eds Murat e Guimar\u00e3es Passos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Rua do Ouvidor era o lugar mais famoso do Rio de Janeiro, aclamada pelos escritores, sendo destacada no cap\u00edtulo V do romance Tenta\u00e7\u00e3o do cearense Adolfo Caminha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A Rua do Ouvidor estava num de seus dias de festiva alacridade, inteiramente cheia, como um rio a transbordar, tumultuoso, murmurejante e iluminado por um sol acariciador de primavera. Iam e vinham os habitu\u00e9s de ambos os sexos, numa prociss\u00e3o de toilettes vivas, num burburinho de festa p\u00fablica entrechocando-se, acotovelando-se. Fam\u00edlias conversavam \u00e0 porta das lojas, mo\u00e7as e velhas madamas, senhoras de todas as idades e de todos os tamanhos, rindo, como se estivessem no interior de suas casas, beijando-se alto, enquanto os pais e os maridos discutiam pol\u00edtica \u00e0 porta dos caf\u00e9s, \u00e0 espera que elas acabassem de &#8220;fazer as compras&#8221;. Ecoavam gargalhadas entre os homens. Uma banda de m\u00fasica a tocar polcas e valsas faria toda aquela gente esquecer-se de que estava na Rua do Ouvidor e cair num grande bailado ao ar livre. As maiores notabilidades da pol\u00edtica, da literatura e das artes, os mais conhecidos escritores e homens de Estado viam-se ali, em grupos, \u00e0 porta do Caf\u00e9 de Londres, do Castel\u00f5es ou do Pascoal, frechando, com o olhar, o madamismo suspeito e as demoiselles ricas, assistindo ao desfilar tumultuoso das cocotes, e das condessas, biografando-as uns aos outros com risinhos de inveterada mal\u00edcia, observando-lhes o andar, os meneios, a toilette, a opul\u00eancia das carnes, como se as quisessem devorar num \u00edmpeto de canibalismo sexual, acompanhando-as a perder de vista, gulosos, famintos e banais. Mo\u00e7os de flor ao peito, no rigor da moda, alguns chegados de Paris, iam e vinham, numa ostenta\u00e7\u00e3o pedantesca de polainas, de casimiras claras, de coletes brancos e de frases tolas, cumprimentando \u00e0 direita e \u00e0 esquerda, erectos como figuras de vitrina. Os armaz\u00e9ns de modas enchiam-se; enchiam-se os caf\u00e9s e as confeitarias, e o zunzum aumentava de entontecer, dentro das lojas e na rua.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Francisco_de_Paula_Ney.jpg<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Paula Ney jornalista<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde cedo descobriu que sua verdadeira voca\u00e7\u00e3o era o jornalismo e, por essa profiss\u00e3o, largou o curso de medicina. Raimundo de Menezes, no livro A vida bo\u00eamia de Paula Ney fala da sua atua\u00e7\u00e3o enquanto rep\u00f3rter:<br>&#8220;Foi rep\u00f3rter e alardeou, sempre com satisfa\u00e7\u00e3o, este mister, cavando novidades na Pol\u00edcia e bisbilhotando boatos no Parlamento.<br>&#8220;Al\u00e9m de fundar &#8220;O MEIO&#8221;, juntamente com Coelho Neto e Pardal Mallet, panfleto que teve vida r\u00e1pida, mandado fechar pelo governo provis\u00f3rio, houve tempo em que dirigiu a revista &#8220;O \u00c1LBUM&#8221;, (1893-1894), tamb\u00e9m de pouca dura\u00e7\u00e3o.&#8221;<br>&#8220;Fez reportagens, durante largo tempo, em \u00e9pocas diferentes, para a &#8220;GAZETA DE NOT\u00cdCIAS&#8221;, para a &#8220;GAZETA DA TARDE&#8221;, para o &#8220;DI\u00c1RIO DE NOT\u00cdCIAS&#8221;, para a &#8220;CIDADE DO RIO&#8221;\u2026<br>Paula Ney trabalhou com Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio no jornal Gazeta de Not\u00edcias. Ambos propagavam a aboli\u00e7\u00e3o dos escravos, tendo trabalhado com afinco em prol dessa causa. Foi Paula Ney quem trouxe Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio ao Cear\u00e1 para trazer mais um incentivo \u00e0 causa abolicionista, porque no Cear\u00e1 o movimento j\u00e1 era uma realidade. \u00c9 de Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio a famosa frase: &#8220;O Cear\u00e1 \u00e9 a terra da luz!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Paula Ney era um homem muito inteligente e tinha respostas prontas para todas as ocasi\u00f5es. Fazia rir a todo mundo. Suas piadas ficaram famosas. ..:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Colegas\u2026<br>Ap\u00f3s a sua entrada para a pasta da Fazenda, havia o conselheiro Francisco Belis\u00e1rio Soares de Sousa recorrido, j\u00e1, tr\u00eas vezes, ao cr\u00e9dito do pa\u00eds no estrangeiro, quando, ao passar um dia pela rua do Ouvidor, ouviu que algu\u00e9m o saudava, alto: &#8211; Bom dia, sr. Conselheiro, meu amigo e colega! O ministro voltou-se, e, vendo Paula Ney, de chap\u00e9u na m\u00e3o, numa rever\u00eancia, correspondeu, atrapalhado, ao cumprimento. E Ney, logo, com o mesmo sorriso: &#8211; Colega, sim\u2026 Porque\u2026 V. Excia. Tamb\u00e9m n\u00e3o vive de empr\u00e9stimos?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O calo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Paula Ney, o maior desperdi\u00e7ador de talento que o Brasil j\u00e1 possuiu, n\u00e3o perdoava os seus desafetos e, ainda menos, as nulidades pretensiosas que prosperavam no seu tempo. Conservava-se, uma tarde, em um grupo na rua do Ouvidor, sobre o prest\u00edgio da imprensa, quando um presentes, que se dizia jornalista, aventurou, acaciano: &#8211; A imprensa \u00e9 um grande corpo\u2026 &#8211; \u00c9\u2026 \u00e9\u2026 &#8211; atalhou Paula Ney, piscando por tr\u00e1s do &#8220;pince-nez&#8221;. &#8211; A imprensa \u00e9 um grande corpo. Mas voc\u00ea, nesse corpo\u2026 E sem temer a rea\u00e7\u00e3o: &#8211; \u00c9 o calo do dedo m\u00ednimo do p\u00e9 esquerdo!\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O poeta viveu intensamente a sua perman\u00eancia neste planeta, repartindo a exist\u00eancia descuidosa entre salas de reda\u00e7\u00f5es, caf\u00e9s e botequins, infal\u00edvel em rodas patuscas de literatos e em quaisquer manifesta\u00e7\u00f5es de rua que agitassem a alma popular.<br>Paula Ney nunca pretendeu se dedicar seriamente \u00e0 literatura, e muito menos viver dela \u2013 passou sua mocidade vivendo do que lhe rendia sua atividade na imprensa di\u00e1ria, bem como dos freq\u00fcentes favores que lhe faziam seus colegas e conhecidos. Sua vida apenas conheceu relativa estabilidade ap\u00f3s seu casamento, quando o status de pai de fam\u00edlia, o emprego p\u00fablico e a sa\u00fade cada vez mais fragilizada impediam-lhe de viver no mesmo desregramento de antes. N\u00e3o obstante fugir da carreira liter\u00e1ria, que considerava avessa ao seu g\u00eanio turbulento e ansioso por movimento, Paula Ney, em sua curta exist\u00eancia (faleceu aos 39 anos de idade), acabou deixando \u00e0 posteridade, al\u00e9m das linhas que anonimamente escreveu nos jornais, tamb\u00e9m algumas modestas produ\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas, que, juntamente com alguns discursos de sua lavra (Paula Ney foi brilhante orador, ficando famosa sua capacidade de improvisa\u00e7\u00e3o, sendo que nos restou algumas transcri\u00e7\u00f5es de seus discursos nos jornais da \u00e9poca), comp\u00f5em seu reduzido acervo liter\u00e1rio.<br>Atacado de tuberculose pulmonar, faleceu em 13 de outubro de 1897, no Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fortaleza homenageou Paula Ney com um nome de rua. \u00c9 uma rua residencial que nasce na Rua Barbosa de Freitas e morre na via f\u00e9rrea Parangaba-Mucuripe. No Rio de Janeiro a rua Paula Ney fica no Realengo. Em S\u00e3o Paulo a rua Paula Ney se situa no Bairro da Aclima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Paula Ney nutria um grande amor pelo Cear\u00e1. Ele costumava dizer: &#8220;Pelo Brasil eu morro e pelo Cear\u00e1 eu mato!&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No livro &#8220;A conquista&#8221; de Coelho Neto \u00e9 narrada a recep\u00e7\u00e3o feita por ele e Paula Ney aos retirantes do Cear\u00e1, fato tamb\u00e9m relatado por Raimundo Menezes em seu livro &#8220;A vida boemia de Paula Ney&#8221; quando houve a seca dos &#8220;Tr\u00eas Oitos&#8221; no Cear\u00e1. Paula Ney soube que os retirantes chegariam de navio ao Rio de Janeiro. Junto com Coelho Neto foram recepcion\u00e1-los. &#8220;Ney, de p\u00e9, a gesticular com o chap\u00e9u, gritava emocionado: &#8211; &#8220;Salve, Cear\u00e1! Cearenses, est\u00e1 aqui o Ney, vosso irm\u00e3o, vosso patr\u00edcio, que vos veio esperar. O Ney! Aqui estou eu! Aqui estou eu! O Ney!&#8221; Deu apoio, incentivo e consolo aos retirantes. Depois voltou-se para Coelho Neto: &#8211; &#8220;Ah! &#8220;seu&#8221; Neto! balbuciou, e, emocionado, chorou, como uma crian\u00e7a..<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Encontrava-se na capital cearense, em f\u00e9rias parlamentares, pelas alturas de 1891, o ent\u00e3o deputado federal Jo\u00e3o Lopes Ferreira Filho, \u00edntimo amigo de Paula Ney e seu antigo companheiro dos bancos do \u201cAteneu\u201d. Quase nas v\u00e9speras do seu regresso ao Rio, recebeu ele um telegrama do bo\u00eamio, em o qual lhe pedia que levasse dois saquinhos de areia da praia do Mocuripe. A princ\u00edpio estranhou a originalidade do pedido, mas, como lhe competia, levou a encomenda. Chegado que foi \u00e0 Capital Federal, Ney, propositadamente, n\u00e3o lhe apareceu no desembarque, alegando motivos de doen\u00e7a. Jo\u00e3o Lopes mandou levar-lhe, ent\u00e3o, os dois pacotinhos, com a recomenda\u00e7\u00e3o de que, \u00e0 noite, iria visit\u00e1-lo. Efetivamente, o congressista cearense rumou, ao anoitecer, para a casa do poeta , ent\u00e3o \u00e0 rua Buarque de Macedo, no Catete. &#8211; Oh! \u201cseu\u201d Ney, disse logo de entrada, para que diabo quer voc\u00ea, no Rio, areia do Mocuripe? Ao que, o bo\u00eamio, tomando do bra\u00e7o do amigo, empurrou-o casa adentro, e moustrou-lhe na alcova a esp\u00f4sa que esperava dar \u00e0 luz o primog\u00eanito. &#8211; V\u00ea? A minha esdr\u00faxula encomenda, no seu modo de julgar, tem a sua raz\u00e3o de ser. Se n\u00e3o, veja:_o meu primeiro filho h\u00e1 de ser cearense, porque vai nascer sobre a areia do Mocuripe\u2026\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fontes: http:\/\/www.biblioteca-servicos.ufc.br, Literatura real, http:\/\/www.aracati.net<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: <a href=\"http:\/\/cearanobre.blogspot.com\/2011\/08\/poeta-paula-ney.html\">http:\/\/cearanobre.blogspot.com\/2011\/08\/poeta-paula-ney.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco de Paula Ney, cearense, poeta, bo\u00eamio, jornalista e eloq\u00fcente orador. Nasceu em Aracati no dia 02 de fevereiro de 1858. Filho de Mariano de Melo Nei \u2013 alfaiate \u2013 primeiro Mestre do corte em Fortaleza e D. Carlota Cavalcanti de Sousa Pinheiro. 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